Mulheres de BH aderem com força à fita isolante

Ter um corpo todo bronzeado, com a cor do verão, é certamente o desejo de quase todas as mulheres do Brasil. Em uma cultura onde existe a valorização extrema do calor e do corpo feminino, não importa a idade: a maioria quer se bronzear.

Por causa disso, os clubes se enchem de gente e os especialistas em bronzeamento aproveitam essa época do ano para conseguirem um bom lucro. É o caso de Drica Muniz, uma das centenas personal bronze espalhadas pelo Brasil. A mulher que atende no bairro Céu Azul em Belo Horizonte, participa de um grupo de WhatsApp em que há mais de 100 profissionais que conversam sempre sobre loções, fitas, novas técnicas, cursos e clientela.

Drica trabalha da seguinte forma: a cliente precisa mandar uma foto com antecedência, para que a profissional analise a tonalidade de pele e defina o horário do bronze. “Pele clara tem que chegar às 7h da manhã e só pode ficar 40 minutos no sol, pele morena pode vir das 9h e pode ter até uma hora de exposição”, explica. As partes íntimas são protegidas com TNT colante e, por cima, coloca fita isolante colorida, porque esquenta menos. As fitas são todas compradas via correio de um distribuidor de Goiás, que já as vende cortadas.

No corpo das clientes, ela aplica parafina ativadora e não deixa ninguém tomar sol no rosto, onde além do protetor solar, protege com uma viseira. Durante o bronze, tem duas assistentes que regam o corpo das mulheres. Ela serve para todas água gelada e recomenda que um dia antes, a cliente prepare um suco verde – “A receita é maçã, água de coco e folha de couve, bem melhor para o bronze do que cenoura ou beterraba”. Depois da sessão tem banho de ducha e tudo sai por 100 reais.

O clipe da Anitta ajudou?

A opinião de muitas personal-bronze foi que o clipe de Anitta, a primeiro momento impulsionou o número de serviços de bronzeamento com fita isolante. Depois veio a reação contrária: aumentou a concorrência.

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